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Delegado que investiga facada é enviado para missão nos EUA

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O delegado responsável pela investigação sobre a facada em Jair Bolsonaro (PR), Rodrigo Morais Fernandes, irá trabalhar por dois anos em força tarefa em Nova York, nos Estados Unidos. A medida foi designada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino.Segundo a portaria, assinada no dia 8 de dezembro, Fernandes deverá exercer a partir de fevereiro de 2022 a função de oficial de ligação da Polícia Federal junto à força tarefa de El Dorado, no escritório da Homeland Security Investigations (HSI), em Nova York, nos Estados Unidos.De acordo com o site Yahoo Finanças, a ida aos Estados Unidos é vista internamente na PF como a realização de um desejo do próprio delegado, e não uma transferência forçada. Ele adquiriu experiência internacional ao atuar como diretor de inteligência da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos entre 2013 e 2015.Até os dias atuais, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), tenta levantar suspeitas a respeito da facada que levou, durante a campanha para as eleições de 2018, onde ele questiona o trabalho feito pelas forças policiais. Já Morais concluiu não haver indícios de mandantes até o momento e que Adélio Bispo teria atuado sozinho. No entanto, Bispo foi considerado “doente mental” pela Justiça e, por isso, inimputável.
A investigação foi reaberta pela PF em novembro e algumas diligências já foram pedidas. A retomada ocorreu após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizar a investida contra Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos advogados de Bispo e alvo de busca e apreensão em dezembro de 2018.
O delegado vai analisar os dados bancários e o conteúdo do celular apreendido com o defensor para avançar investigação acerca da existência ou não de um mandante para o ataque.
Com base na análise dos dados, a Polícia Federal espera ter respostas definitivas sobre o motivo dele ter assumido o caso, uma vez que Bispo não possuía condições financeiras para pagá-lo. ​
O objetivo é apurar se ele teria recebido dinheiro de terceiros para assumir a defesa ou seu interesse era apenas midiático, por se tratar de um processo que daria visibilidade ao advogado.
Em agosto, Maiurino indicou Morais para ocupar um posto na diretoria de Inteligência. No entanto, a nomeação foi travada pela Casa Civil. O motivo para a decisão está sendo investigado no inquérito sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF, denúncia feita pelo ex-ministro Sergio Moro, ao se demitir do cargo em abril de 2020.