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Pastagens com manejo adequado contribuem para o meio ambiente

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O termo pastagem é  bem conhecido entre os produtores rurais. Isso porque é a principal forma dos bovinos de corte e leite se alimentarem. E, como uma boa nutrição é crucial, pois ajuda a maximizar a produtividade do rebanho, o manejo do pasto, de forma adequada, tem que ser feito. 
O primeiro passo para este fim é o cuidado de um dos mais preciosos recursos naturais não renováveis do planeta, o solo.  Com  a manipulação apropriada, ele torna o pasto longevo e mais produtivo. Quem explica isso é o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Moacyr Bernardino Dias, 66.
Ele conta que para formar boas pastagens, estratégias de manejo que possibilitem o acúmulo de nutrientes e de matéria orgânica são essenciais, já que são a base da construção da fertilidade do solo. Então, é muito importante que o agropecuarista esteja alerta a isso. 
“O acúmulo de matéria orgânica pode ser alcançado pela manutenção de uma cobertura eficiente do solo pelas plantas forrageiras. Já a ciclagem de nutrientes pode ser aumentada por meio do manejo do pastejo, que inclui adubações e correções periódicas, controle de plantas daninhas”, explica.
 O resultado de investir nessas técnicas é o pasto mais  produtivo, o que contribui para a sustentabilidade do meio ambiente. De acordo com o engenheiro agrônomo, o aumento da produtividade da pastagem, em resposta ao manejo adequado, é uma forma de evitar o desmatamento  e também as  emissões de gás de efeito estufa para a atmosfera. 
“Pastagens produtivas evitam que o carbono armazenado no solo seja liberado para a atmosfera, além disso, o animal  criado em um pasto manejado de forma adequada leva menos tempo para ir para o açougue e, portanto, emite menos gás de efeito estufa”, diz.
Ganho de peso
Para que o manejo da pastagem seja realizado de maneira adequada, fatores regionais devem ser levados em consideração: o tipo de solo, o clima, o índice pluviométrico (volume de chuva) e demais características que impliquem no sistema em questão. Carlos Augusto Chaves, que tem uma exploração pecuária de bovinos, no município de Floresta Azul, na Bahia, conta que leva tudo isso em consideração.
“É muito importante fazer uma pastagem adequada ao ambiente e que atenda as necessidades do animal, assim ele pode fazer uma produção satisfatória, seja em relação ao leite ou ao ganho de peso para obtenção de arroba, que é importante para que o gado se torne de corte”, diz  Carlos Augusto. 
O criador trabalha com o manejo de pastejo rotacionado, um sistema que consiste na divisão da área da pastagem em piquetes (espaços pré-definidos), que é importante para recuperação da pastagem. Visto que ocorre a passagem sequencial do rebanho de uma área de pasto para outra antes que o animal paste demais. Segundo Carlos Augusto, isso é muito bom para a região em que atua, porém, antes de investir no manejo, ele sinaliza que é necessário uma consultoria técnica.
“Uma análise de solo, se possível, tem que ser feita no pasto, pois assim a pessoa consegue analisar as deficiências que tem e o manejo que se adequa a sua região. O produtor tem que buscar se informar, uma vez que é necessário se profissionalizar no que está fazendo, já que o mercado exige que você tenha uma produtividade boa”, esclarece Carlos Augusto.
O agropecuarista também tem que se atentar a capacidade de suporte da pastagem, para que o pasto nem o animal sofra danos.  “O produtor deve estar atento em manter um número adequado de animais ao tamanho da pastagem, pois assim não causa degradação do pasto ou perda de peso e queda na produção de leite”, pontua Moacyr.
*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló