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Sobe para 635 o número de auditores que entregaram os cargos

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A adesão ao movimento dos auditores da Receita Federal  aumentou, com pelo menos 635 servidores abrindo  mão de cargos de chefia ou com gratificação. O protesto é motivado pelos cortes no orçamento da Receita em 2022 e pela falta de regulamentação do bônus de produtividade da categoria. Outro motivo de insatisfação é o fato dos  policiais federais (base do presidente Jair Bolsonaro) terem sido os únicos a receberem reajuste salarial. O Orçamento de 2022 reservou  R$ 1,7 bilhão para reajuste e reestruturação
de carreiras na Polícia Federal.
O número de 635 faz parte do balanço parcial do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisc). De acordo com a entidade, a Receita tem 7.950 auditores, 6.071 analistas e 2.938 funções comissionadas. Com a debandada, eles deixam os postos, mas seguem na carreira, uma vez que são concursados.
A mobilização da categoria começa a atingir cargos o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), sendo que 44 auditores já entregaram os cargos no conselho — o que significa que vão retornar para suas funções na Receita Federal.
A categoria está realizando uma série de asssembleias nesta quinta-feira, 23, para deliberar sobre a entrega de cargos, a instituição da meta zero para a classe, paralisação dos projetos do Plano Operacional, preenchimento de relatórios e a realização de operação padrão nas aduanas (com exceção de medicamentos e insumos médicos e hospitalares, cargas vivas e perecíveis e outras prioritárias, além do tráfego de viajantes em trânsito internacional.
De acordo com o Sindifisco, só nesta quinta, além da renúncia coletiva no Carf, houve entregas de cargos de delegados e adjuntos em Brasília, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de chefes da área de inteligência de todo o país.