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CEO da Pfizer vê coronavírus longe do fim e defende vacina anual

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O CEO da Pfizer, Albert Boula, admitiu ser difícil que o coronavírus consiga ser erradicado no mundo. Segundo o presidente-executivo, é melhor que se desenvolva uma vacina única anual que sirva para “todas as variantes”, do que aplicar diferentes doses de reforço com mais frequência.
Em alguns países, como Israel, já se aplica a 4ª dose do imunizante contra a Covid. No Brasil, a terceira dose já foi liberada para o público adulto, desde que com um intervalo de quatro meses desde a última aplicação.
Para Boula, a estratégia de aplicar somente uma vez no ano pode ser melhor para estimular mais pessoas a tomarem.
“É mais fácil convencer as pessoas a fazer [vacinação anual]. É mais fácil para as pessoas se lembrarem”, disse Bourla. “Então, do ponto de vista da saúde pública, é uma situação ideal. Estamos procurando ver se podemos criar uma vacina que cubra a ômicron e não deixe de fora as outras variantes. Isso pode ser uma solução”, opina.
A tese, no entanto, não é unanimidade no meio científico, segundo informações do Poder360. Marco Cavaleri, chefe de ameaças biológicas à saúde e de estratégia de vacinas da EMA (Agência Europeia de Medicamentos), defende a chamada dose de reforço. No entanto, ele diz que os dados ainda são insuficientes para reduzir ainda mais o intervalo das primeiras doses.
“Ao aplicarmos doses de reforço a cada 4 meses, aproximadamente, podemos ter problemas com a resposta imunológica, que poderá não ser tão boa quanto gostaríamos”, disse.