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Com sintomas? Testagem é caminho para diferenciar gripe e covid

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O surto de Influenza acontecendo de maneira simultânea com o aumento de casos de Covid-19 tem gerado muitas dúvidas entre as pessoas com sintomas gripais. Afinal, é preciso se preocupar? Manter isolamento? Como diferenciar uma doença da outra? O Portal A TARDE conversou com a infectologista Clarissa Cerqueira e traz novas respostas para questões atuais dos vírus respiratórios que circulam na Bahia. “A gente não consegue diferenciar uma doença da outra e a ômicron é pior ainda, porque ela tem a característica de levar a quadro mais leves e semelhantes a resfriados, com dor de garganta, nariz entupido, coriza, tosse. Como todos esses sintomas podem ser encontrados no Influenza, a gente tem que fazer o teste para saber com qual doença o paciente está”, iniciou a doutora. O tempo de manifestação dos sintomas é a principal característica para ajudar a diferenciar as duas doenças. Casos de Influenza costumar ser intensos nas primeiras 48 horas após a infecção. Já a Covid-19 tem sintomas mais fortes a partir do quinto ou sexto dia de infecção. Além disso, a tosse na covid costuma ser mais intensa e persistente. Se o paciente apresentar dificuldades para respirar, a tendência é que esteja com Covid-19.No entanto, a recomendação em caso de síndromes gripais são as mesmas, com isolamento, uso de máscaras para evitar propagação e testagem. Além disso, com o aumento no número de casos das doenças, o momento atual é de evitar aglomerações e diminuir a cadeia de transmissão dos vírus. “É o momento para evitar aglomeração porque está voltando a sobrecarregar os sistemas de saúde. Muitos pacientes estão em emergência e voltando as internações. Cabe a ressalva que as internações são principalmente decorrente das pessoas que não se vacinaram, então é de extrema importância que todos estejam em dia com a vacinação da Covid e da Influenza”, falou Clarissa. Na opinião da infectologista, o surto de Influenza, que teve início em Salvador no mês de novembro deve estar perto de fim. A avaliação foi feita levando em consideração o histórico sazonal da gripe. “É possível que no final deste mês de janeiro a gente consiga reduzir esse surto de Influenza. É mais provável que esteja no fim”, disse.  

Na últmia semana, Salvador registrou um aumento de 269% em relação aos novos casos.

|  Foto: Divulgação | Sesab

 Aumento de casos de Covid-19Após as festas de fim de ano, um expressivo aumento no número de casos de Covid-19 chegou junto com 2022. No último dia 12 de janeiro, Salvador registrou um aumento de 269% em relação aos novos casos. A Secretaria Municipal de Saúde aponta que o fator RT – que mede a progressão do vírus – está em 1.55, ou seja, cada uma pessoa transmite para mais de uma outra. Além disso, em toda a Bahia, a média de diagnósticos positivos saiu de 3 mil em dezembro para 7 mil e com tendência de aumento. Apesar da falta de confirmação laboratorial, a subida no número de casos no estado tende a ser puxada pela variante ômicron, que segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já representa mais de 90% dos casos no Brasil. No entanto, há quem defenda que a variante ômicron, que parece ser mais leve por não atacar tanto os pulmões e sim a garganta, conforme estudos recentes, signifique o fim da pandemia. Isto é, a transformação da Covid-19 em um vírus menos mortal. Para Clarissa Cerqueira, essa é uma possibilidade, mas ainda é muito cedo para qualquer avaliação do tipo e por isso é necessário manter cautela. “A gente não conhece essa variante [ômicron] há muito tempo. Observando como ela se comporta e se realmente os casos são todos leves e só realmente quem vai para UTI são pacientes sem vacina. Se a avaliação for essa seria uma coisa boa, porque a Covid grave foi reduzida. Seria um quadro de um vírus que causa sintomas semelhantes ao de um resfriado. Mas ainda está muito cedo para afirmar isso. Tem que observar como a variante se comporta como sindrome gripal leve e vacinar o máximo possível de pessoas para pôr fim a pandemia”, ponderou a doutora.