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Conselho de Saúde solicita plano de retaguarda para Covid-19

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O Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) solicitou ao governo estadual e todas as 417 prefeituras das cidades baianas a criação de planos de retaguarda e prevenção para a nova fase que se desenha para a covid-19 e gripes. O pedido foi feito em caráter de urgência.Responsável por fiscalizar o SUS, o CES recomenda ainda a abertura de mais leitos de UTI e a criação de um Comitê de Avaliação de Flexibilizações e Restrições com a participação dos órgãos de controle, universidades e sociedade civil organizada.De acordo com o órgão, o sistema público de saúde vem dando sinais de colapso, sendo preciso agir com medidas como orientar a população a não ir a shows se apresentar sintomas gripais, orientar casos suspeitos para a busca pelo serviço de Atenção Básica e não de Emergência (se dirigir às UBS, e não UPAs) e manutenção da exigência de máscaras e comprovante de vacinação completa para entrada em espaços compartilhados. 
“Apelamos para que as autoridades não esperem o caos aumentar e iniciem já as medidas de proteção e prevenção para a população, incentivando, inclusive, campanha de vacinação das crianças contra a covid-19”, apontou Marcos Sampaio, presidente do CES-BA.
Festas e comitê
Com o registro de aumento de casos de covid-19 e gripes na Bahia após as festas de fim de ano, o CES decidiu que enviará uma recomendação ao governador Rui Costa (PT) para reduzir o atual quantitativo de público permitido em eventos.A ideia seria válida, principalmente, para as cidades que apontam para possível colapso das unidades de saúde. Os gestores municipais também devem se atentar ao próprio cenário para arbitrar essa capacidade permitida em festas.
“Não podemos dizer para a população pobre que a ela se vai se aplicar medidas duras, mas para o rico tá tudo liberado. Suspenderam a Lavagem do Bonfim, mas liberam o Bonfim privado. O sistema público de saúde é único. Temos que unificar as medidas e não punir as classes sociais mais baixas. O público rico nas festas vai se contaminar e pode sair espalhando. Precisamos barrar a circulação nesse novo momento dramático”, completa Sampaio.