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Jazz no Castelo agita Praia do Forte a partir desta quarta-feira

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Depois de passar por uma reforma que inaugurou um museu interativo e iluminação específica para realçar as estruturas da ruínas, o Castelo Garcia D’Ávila já foi cenário de fotos de casamento, espaço para competição de mountain bike e deu palco para gravação do DVD do cantor Léo Santana. Nesta quarta-feira, 12, para iniciar os eventos do novo ano, às 17h, o local apresenta a segunda edição do festival Jazz no Castelo.
A programação conta com 12 atrações que passeiam pelo gênero do jazz e traz uma homenagem ao educador, músico e maestro baiano Letieres Leite, que faleceu em outubro do ano passado. Para abrir este primeiro dia, o Rumpilezzinho, projeto de Letieres para jovens entre 15 e 25 anos para o ensino da música popular brasileira, é a apresentação principal da noite.
“Vamos trazer o grupo para chamar atenção para o legado dele e sinalizar a importância do trabalho que ele veio fazendo, para a música instrumental brasileira e como um todo. A gente tem essa música que dialoga com as raízes brasileiras, cada um dos participantes são nomes que dialogam com nossa própria cultura e raízes, tem uma leitura brasileira e baiana do jazz afro-americano”, afirma uma das curadoras do festival, Cacilda Póvoas. 
Com o tema “Música e Pôr do Sol”, o evento acontece todas às quartas, quintas e sextas-feiras, desta quarta, 12 de janeiro, até 4 de fevereiro. O início será sempre às 17h, com recepção de um DJ que embala a visita ao Castelo, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938.
Segundo a presidente do Conselho Curador da Fundação Garcia d’Ávila, Geisy Fiedra, o público, antes de curtir músicas que vão do jazz ao soul, também pode conhecer o Museu Garcia D’Ávila e conferir a exibição do video mapping, um show de sons e imagens projetadas nas ruínas do castelo que contam a história da edificação.
“A gente tem aqui um centro multidisciplinar com uma importância muito grande, porque ao contar a história da família Garcia D’ávila, a gente conta a história da formação do nosso país, se trata de uma família que esteve vinculada à formação do Brasil, é uma forma de honrar nossos antepassados, e o festival de jazz vem como ícone cultural para formar essa estrutura”, diz.  

Coletivo Rumpilezzinho abre o festival e homenageia Letieres Leite

|  Foto: Apus Filmes | Divulgação

 
Um jazz, várias vozes 
Na quinta, dia 13, a atração da noite é o grupo Pradarrum. Formado pelo percussionista baiano Gabi Guedes, o griô senegalês Doudou Rose e a cantora brasiliense Nãnan, o trio mistura ritmos do candomblé e do jazz. 
Já na sexta, 14, a banda Geleia Solar, residente da Jam no MAM, fazer a primeira de suas três apresentações no festival. Na verdade, seriam só duas, mas com a desistência da cantora Cacá Magalhães, coube à banda ocupar a data.
O Jazz no Castelo traz música com influência do jazz, soul, blues e do funk através de artistas que trabalham dentro destas sonoridades. 
“É uma curadoria mais ampla que não se restringe ao jazz stricto sensu, com apenas a música instrumental como a gente faz no MAM. Fizemos uma coisa mais abrangente, trazendo também um pouco desse estilo dentro da música cantada, então procuramos contemplar alguns artistas que tenham a voz como instrumento e tenha o som nesses estilos musicais”, esclarece Cacilda. 
Uma dessas vozes é Ângela Velloso, artista principal do dia 4 de fevereiro, último do festival. Formada em Música Popular Brasileira pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), ela se aproximou mais do jazz norte-americano durante um intercâmbio na Alemanha. Em 2019 trouxe ao mundo o primeiro álbum autoral, intitulado Reisen, com show de lançamento no Jazz na Avenida. 
“Meu Quarteto vai trazer um pouco de cada: MPB, samba, jazz, jazz brasileiro, além de músicas autorais. Algumas com arranjos mais elaborados, outras no formato standard”, assegura a cantora sobre o repertório do show. 
Na próxima semana do dia 19 ao 21, as apresentações ficam por conta do cantor e compositor baiano Eric Assmar, da orquestra de cumbia Sonora Amaralina e da banda Geleia Solar com Carol Panesi. O palco foi montado no pátio bem ao lado das ruínas do castelo, em local aberto e totalmente ao ar livre. Já a terceira e última semana do festival traz Mestrinho (26), a cantora brasiliense Ellen Oléria (2) e o baiano Adelmo Casé, no dia 3.
O evento também conta com área gourmet com pratos da região. A alimentação fica à disposição do público mas não é incluída no valor do ingresso, que está disponível no Sympla. A programação completa pode ser conferida no Instagram @castelogarciadavila e no site da fundação (fgd.org.br).
Com diversas festas em Salvador adiadas devido ao aumento de casos de doenças respiratórias, como o coronavírus e a influenza H3N2, e o decreto do Governo do Estado que reduziu para 3 mil a lotação máxima dos espaços, o setor de eventos endurece os protocolos. De acordo com a presidente do Conselho Curador da FGD, as medidas sanitárias para o festival permanecem com o uso obrigatório de máscara, álcool em gel e apresentação do comprovante de vacina. ProgramaçãoQuarta-feira, 12 Rumpilezzinho Quinta, 13PradarrumSexta, 14Geleia SolarDia 19Eric Assmar e Kika d’MattaDia 20Sonora AmaralinaDia 21Geleia Solar e Carol PanesiDia 26MestrinhoDia 27Ana KarinaDia 28Geleia solar e Josiel KonradDia 02.02Ellen OlériaDia 03.02 Adelmo CaséDia 04.02 Angela VellosoServiço
O quê: Jazz no CasteloQuando: Desta quarta-feira, 12,  até 4 de fevereiro, sempre das 17h às 22hOnde: Castelo Garcia D´Ávila (Praia do Forte)Valor: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) / Vendas: Sympla
*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.