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Militares se afastam de Bolsonaro em aceno a Lula, aponta Folha

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O recente afastamento das Forças Armadas do governo Jair Bolsonaro (PL) é uma sinalização de posição e aceno a outros candidatos na disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente, afirmou a Folha de São Paulo.
Segundo a publicação ouviu de oficiais-generais das três Forças, apesar de a interlocução com o petista ser praticamente inexistente no momento, os eventos falariam por si e serviriam para tirar o bode de um golpe militar contra Lula em caso de vitória em outubro. 
Nas últimas semanas, o Exército determinou que todos os 67 exercícios militares programados para o ano fossem encerrados até setembro para que a tropa fosse liberada caso houvesse violência eleitoral. Integrantes das Forças Armadas também emitiram notas e comunicados criminalizando a divulgação de fake news, sobretudo envolvendo a vacinação e a pandemia.
De acordo com a Folha, o foco, segundo generais, almirantes e brigadeiros, é Lula. Ele já teria até tentado estabelecer uma ponte com eles no ano passado, sem sucesso. Outro candidato de interesse seria Sergio Moro (Podemos), devido ao temor de alguns militares que associam Lula à corrupção.
Por outro lado, o grupo também considera o fato de Lula ser apontado como favorito para vencer a eleição pelas pesquisas. A Folha afirma que a leitura benigna é de que os militares buscam reiterar isenção; a mais maquiavélica é a de que não querem revanchismo por parte do novo chefe, caso o petista volte ao poder.