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Parceria reduz prejuízo de chuva, diz superintendente da Seinfra

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Com 19 mil km de rodovias pavimentadas ou de revestimento primário sob sua jurisdição, a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), assim como outros órgãos públicos, teve um desafio inesperado no final do ano passado, com o temporal que atingiu o estado. Entrevistado no programa Isso É Bahia, da Rádio A TARDE FM, o superintendente da Seinfra, Saulo Pontes, disse que em momentos em que trechos são interditados por conta das chuvas, não se discute de quem é a responsabilidade das vias, embora tenha dito que as estradas vicinais sejam de responsabilidade das prefeituras. No entanto, o superintendente elogiou a parceria entre os poderes público estadual e municipal. “O que colaborou muito nesse período de chuva para que o prejuízo não fosse maior é que nós estamos trabalhando com os consórcios públicos municipais, e o governo do Estado já doou muitos equipamentos a estes consórcios e está agora deslocando mais 120 equipamentos para reforçar esses consórcios municipais. Foi a nossa sorte, porque estes equipamentos estavam nas regiões e as ações puderam ser agilizadas”, conta o superintendente, que também ressalta que as consequências da chuva impedem mais ações imediatas e calcula entre 800 e mil os pontilhões e bueiros precários que davam acesso às comunidades agrícolas e que foram rompidos, o que faz com que algumas comunidades fiquem temporariamente isoladas ou com acesso dificultado.Saulo Pontes alegou que, no momento, dois pontos em rodovias estão interditados. Um deles fica no sul e é o trecho Itapitanga- Coaraci, da BA-651. No local, foi feito um desvio e o tráfego voltou ao normal em dois dias, mas em seguida um rompimento de quase oito metros de altura no encontro da ponte na chegada de Itapitanga fez com que fosse necessário dar acesso a Itapitanga através do desvio Itapitanga-Cafundó, até Coaraci. “Então ela não está isolada [a região], mas está com essa deficiência”, disse o superintendente da Seinfra. O outro ponto interditado fica no oeste e é o trecho de Angical para um povoado, em que uma ponte nas intermediações de São Joaquim rompeu o encontro. O oeste, segundo Saulo Pontes, teve duas ocorrências recentes, o que faz o estado somar ao total 63 ocorrências. “Apesar de ter parado de chover em algumas regiões, no oeste da Bahia continua. Até porque é um período de chuva na região. Inicia de outubro a novembro e só encerra no ano posterior, de março a abril”. Essa chuva, para o superintendente, é atípica. “Diversas regiões da Bahia tiveram inverno rigoroso esse ano, e a partir de 8 de dezembro iniciou as chuvas no extremo sul do estado”. As consequências envolvem o encharcamento do solo, o que leva à dificuldade de entrada em algumas comunidades agrícolas por falta de revestimento das estradas vicinais. “A água infiltrou com mais facilidade. Nas rodovias pavimentadas a infiltração é dificultada”. Ainda assim, o superintendente da Seinfra alega que a quantidade de chuva afeta rodovias, ainda que estas resistam mais do que as estradas vicinais. “Com a intensidade da chuva em período longo a água começa a infiltrar. Como o peso da água é a carga para o tráfego, começa a romper os bordos e abatimento nas pistas. Os rompimentos que mais nos preocupam são os de aterro e encontro de pontes”.Um trecho interditado, mas parcialmente, com execução do tráfego em meia pista, é o que leva Valença até o distrito de Guaibim, na BA-887. “O problema maior dela é o nível de água, também por ter influência de maré. O nível de água subiu e alagou a pista. Então, com segurança, interditamos por algum momento até baixar o nível da água e quando baixou, deu uma erosão, e essa erosão vai ter que ser reconstituída quando o tempo permitir”. Saulo alegou que a Polícia Rodoviária Estadual orienta os usuários da via a terem cuidado especial ao passarem pelo trecho.