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Salvador tem Verão atípico com gripe e Covid-19

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Gripe, Covid, flurona ou tempo demais
no sereno? A onda de infecções em pleno verão de Salvador tem feito com que uma
coceira na garganta ou um espirro fora de hora nos deixe com uma pulga atrás da
orelha. Afinal, é alguma coisa ou nada? Essa dúvida tem tornado o verão
soteropolitano bem atípico, já que, mesmo que tudo esteja aberto, muita gente
está ‘meio’ gripada e preocupada com isso. E não é para menos, já que, de
acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias
(Abrafarma), o índice de positivos para Covid-19 subiu para 41,8% nos testes de
farmácias realizados entre 10 a 16 de janeiro.
 Com dor na cabeça e no corpo, febre,
muita tosse e duas doses da vacina contra Covid-19, o arquiteto Thales Piana de
Matos, que nunca foi muito de praia e festas, e costuma passar o verão
viajando, vendo filmes, lendo ou jogando, descobriu, na última semana, que
estava infectado com o vírus Sars-Cov-2. “Nunca havia sido infectado e, quando
os sintomas apareceram, me afastei logo do trabalho, mas não sabia se era
Covid, gripe, resfriado ou sinusite, então o teste respondeu isso por mim. No
geral, estou bem, mas estou atento a qualquer mudança dos sintomas”.
 Fazer um teste ao mínimo sinal de
sintoma é essencial, afirma o infectologista Adriano Oliveira. “É importante
também procurar se isolar o máximo possível, mesmo dentro de casa. E, caso
obtenha um resultado positivo, o passo seguinte é procurar um médico para então
iniciar o tratamento, não esperem ter sintomas mais graves, como falta de ar,
para procurar ajuda médica. A cidade está bastante movimentada e todo o cuidado
ainda continua sendo o mínimo, então continuem fazendo uso de máscara, álcool e
mantenham o distanciamento social”, explica.
 Muito animados com o movimento do
verão soteropolitano este ano, os amigos Marlon Fanho, Joyce Nascimento e
Alberto Santos, percussionista da banda Luketta (@luketta), tem aproveitado o
sol e o mar do Porto da Barra com cervejas geladas nas mãos e bom papo, coisa
que não puderam fazer em janeiro do ano passado. “Estava tudo muito restrito,
né? Esse ano está bem melhor, já que mesmo sem o Carnaval e as outras festas,
pelo menos podemos aproveitar um pouco a praia”, comemora Alberto.
 Quem também tem aproveitado a estação
do sol para tomar banho de mar é o redator publicitário José Antônio
Cajazeiras, que vê no lazer praiano uma forma de se divertir com seu neto sem
aglomerar. “A vacina é importantíssima, mas a gente precisa correr das aglomerações
tanto quanto possível. Muitos não podem fugir das multidões dos ônibus e metrô,
mas esse não é ainda o momento de irmos para shows e festas, porque é como
sempre digo: aglomerou, complicou”, alerta.
 E com esse conglomerado de infecções
rondando a cidade, o cuidado deve ser triplicado, afirma a maquiadora Jéssica
Ferreira, que mesmo em passeios para a praia com toda a Família Ferreira, não
deixa de ficar alerta quanto aos cuidados, principalmente com o filho Nicolas.
“É uma situação muito complicada, né? Porque podemos circular e ir aos lugares,
mas a pandemia e a gripe estão aí. Meu filho já está acostumado com a máscara,
mas ele é criança e isso o priva muito de brincar como gostaria, precisamos
fazer o possível para manter ele e a nós mesmos seguros”.
 A disparidade do verão de dois anos
atrás e o de 2022, pondera a advogada e proprietária da loja La Vibe Store
(@lavibe_store) Taiara Tamila, tem se tornado cada vez mais evidente. “No verão
de 2020, a essa altura, estaríamos aglomerando em festas, na casa da família e
de amigos, mas hoje as pessoas estão mais cuidadosas com a saúde e preferindo
se manter no seu círculo restrito. E não pode ser diferente. Já tomei as duas
doses da vacina e estou esperando ansiosa pelo reforço. As pessoas precisam
aceitar que a vacinação é a única forma da gente tentar conviver de uma forma
melhor com essa doença, cuidar de si mesmo e dos seus”.
 Férias escolares
 Com as três doses tomadas e
comemorando por, finalmente, a vez de sua filha Malu de se vacinar ter chegado,
a artesã e proprietária do Ateliê Fábrica da Mila (@ateliefabricadamila),
Sandra Milena conta que precisou usar de sua criatividade para oferecer a
diversão esperada das férias de verão e, ao mesmo tempo, manter a filha segura
das muitas infecções que têm rondado toda a cidade.
 “Não temos feito nada fora de casa e
ela só está brincando aqui no Parque da Cidade hoje porque a trouxe para se
vacinar. Temos o privilégio de ter um quintal grande, então sempre invento
brincadeiras, banho de mangueira, caixas de mdf para ela pintar, outras
atividades com tinta e o que mais a criatividade permitir para que ela se
divirta. Sempre converso e explico a ela sobre essas restrições, e é claro que
às vezes ela fica entediada, mas é o que temos para fazer dada a situação”,
explica a artesã.