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Editorial – Covid-19: a luta continua

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Os cuidados com o avanço da Covid-19 revelam, uma vez mais, o quanto se pode antever o futuro, quando se dispõe de dados confiáveis, como efeitos de aglomerações, hesitação por falta de uso correto de máscaras de qualidade, além da cobertura vacinal incompleta.
Os novos dados servem para convencer os resistentes e tentar demover da teimosia quem prefere apostar na sorte e no escudo invisível de divindades, embora possam ser comemorados por grupos cuja má índole inspira alegrar-se com sofrimento do outro.
Situada em zona de alerta, intermediária entre o perigo iminente e a possibilidade de recuo do contágio, a Bahia adota providências, com devida urgência, pois casos de comprovadamente infectados vêm crescendo com preocupante velocidade.
De 1.809 registrados em janeiro, já são 35.349 apenas um mês depois, justificando a determinação de reduzir o acesso de multidões a eventos, além da exigência de mostrar a carteira de imunização para adentrar locais públicos em todo o Estado.
Chega a 1.389.564 o número de testes positivos desde o início da pandemia; ampliação do isolamento domiciliar saiu de 1.262 para 34.384, e de internamentos, de 547 a 977, em 30 dias, em contexto de exaustão dos profissionais de saúde pelo excesso de trabalho.
Quem quer manter-se vivo, pode ajudar o esforço dos gestores estaduais e dos médicos, procurando imunizar-se pois a proporção maior dos infectados recentes é de quem recusou-se, por algum motivo racionalmente injustificável, a tomar os imunizantes.
Diante da insistência do micro-organismo, tendo ao favor de suas mutações o comportamento descuidado de parte da população, a dose de reforço torna-se necessária, no enfrentamento da incessante luta da coletividade contra o desatino de alguns. 
Mais transmissível, a variante ômicron, hoje hegemônica, reduz as chances de resistência, se o cidadão não compareceu aos postos, ocasionando risco geral para a saúde coletiva, quando a falta de juízo e bom senso prejudicam a compreensão da gravidade do problema.