O II Congresso dos Laboratórios Oficiais do Brasil, realizado entre os dias 24 e 26 de setembro, reuniu cerca de 300 participantes vindos de diferentes estados do país, consolidando-se como um espaço de articulação, troca de experiências e fortalecimento da base produtiva e tecnológica vinculada ao SUS. A expressiva presença do Ministério da Saúde, que levou uma delegação de 30 pessoas e teve participação ativa em mesas e debates, reforçou a importância estratégica do evento para as políticas públicas nacionais.
A programação começou no dia 24, com minicursos que abordaram desde ferramentas de gerenciamento e análise de riscos até os desafios para implementação de sistemas ERP, passando pela auditoria em farmacovigilância e pela rede de comunicação e informação dos laboratórios oficiais. À noite, a solenidade de abertura reuniu autoridades do setor e foi seguida da palestra magna “Desafios da Indústria Farmacêutica no Âmbito da Estratégia para o Complexo Econômico e Industrial da Saúde”. O primeiro dia foi encerrado com um coquetel de boas-vindas, que favoreceu a integração entre participantes de diferentes regiões.
No dia 25, as mesas-redondas trouxeram debates sobre compras públicas para inovação tecnológica, qualificação de fornecedores e gestão de talentos e aprimoramento da governança dos laboratórios oficiais. À tarde, o foco esteve no balanço dos Projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e das Parcerias para o Desenvolvimento da Inovação Local (PDIL), com destaque para conquistas e desafios do setor.
O encerramento, no dia 26, discutiu temas de fronteira para o futuro da saúde pública, como o uso da Inteligência Artificial na indústria farmacêutica, aplicada desde a gestão até o desenvolvimento de novos fármacos, além da cultura da qualidade na produção, inovação e pesquisa.
Com três dias de intensa programação, o II Congresso dos Laboratórios Oficiais do Brasil reafirmou o papel da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (ALFOB) na construção de uma política pública robusta e integrada para o setor. O evento deixou como legado o fortalecimento da rede de colaboração entre gestores, pesquisadores, profissionais de saúde e autoridades, ampliando o compromisso coletivo com a inovação e a sustentabilidade da produção farmacêutica pública no Brasil.
Fotos: Alexandre Lago








